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segunda, 08 de agosto de 2022

Após recusa para compor Governo Bolsonaro, médica vive clima de tensão

Ludhmila Hajjar revelou que vem recebendo ameaças de morte por telefonemas e que houve, pelo menos, três tentativas de invasão ao quarto do hotel onde ela estava hospedada.

15 de março de 2021

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A médica explicou a recusa aos jornalistas do Globo News (Foto: Reprodução)

“Ele tem que escolher alguém que esteja alinhado com o governo. Certamente, eu não sou essa pessoa”.

Foi com essas palavras que a médica Ludhmila Hajjar explicou o porquê da recusa para compor o quadro de ministros do Governo Bolsonaro.

Na entrevista, concedida à Globo News nesta segunda-feira (15), a médica contou que, desde que a negativa dada ao presidente se tornou pública, as últimas horas têm sido de tensão.

Ludhmila revelou que vem recebendo ameaças de morte por telefonemas e que houve, pelo menos, três tentativas de invasão ao quarto do hotel onde ela estava hospedada, em Brasília, onde se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Nestas 24 horas houve uma série de ataques a mim. (…) Estou num hotel em Brasília, e houve três tentativas de entrar no hotel. Pessoas que diziam que estavam com o número do quarto e que eu estava esperando-os. Diziam que eram pessoas que faziam parte da minha equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, não sei o que seria…”, contou aos jornalistas.

A médica classificou os atos cometidos contra ela como “assustador”, dizendo ainda que as ações não cessaram.

Ludhmila disse ainda que, pelo Brasil, estava disposta “a passar por isso, mas tudo a assustou”. Além dos ataques feitos contra ela, houve também ameaças à sua família.

“Tudo o que você imaginar de pessoas, que eu só posso considerar que estejam lutando para o Brasil dar errado, eu sofri” , disse Ludhmila.

Sem autonomia para o cargo

A médica novamente reforçou que a recusa para o convite do presidente se deu por uma “ausência de convergência” nos assuntos relacionados à pandemia, mas que teria topado reunir com Bolsonaro para ouvir pessoalmente a proposta.

“O grande ponto é a ausência de convergência entre nós [ela e o presidente]. Realmente a pessoa tem que ser de ampla confiança do presidente”, disse, destacando que antes disso conversou com sua equipe no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), onde é coordenadora, sobre a possibilidade de assumir a pasta da saúde.

“Se essa missão for dada a mim, saio de uma que cuida de 70, 80, 100 para cuidar de 210 milhões de brasileiros”, chegou a dizer à sua equipe.

Texto: Rosianne Couto

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