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quinta, 20 de janeiro de 2022

Após 40 anos do primeiro caso, epidemia de HIV/aids ainda mata brasileiros

Representantes de grupos de pessoas com HIV reclamam de discriminação e de falta de vontade política para enfrentar a doença. Em 2020, foram registrados 32.701 casos no país.

4 de dezembro de 2021

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(Foto: Divulgação)

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam para a existência, atualmente, em todo o mundo, de 38 milhões de pessoas vivendo com HIV/aids. A epidemia de aids existe há 40 anos e, em 2020, foram registrados 32.701 casos de pessoas com HIV no Brasil.

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene nesta sexta-feira (3).

O representante da Rede Nacional de Pessoas que Vivem com Aids, Moyses Toniolo, lamentou que, apesar dos avanços jurídicos e tecnológicos de prevenção e tratamento da doença, o estigma ainda leva à morte de muitas pessoas.

“Nós ainda temos a necessidade de muita evolução em diálogo, em construção coletiva dos planejamentos que nós precisamos ter para as ações em nível federal, estadual e municipal no Brasil inteiro”, disse.

A representante da Articulação Nacional de Aids, Cláudia Velasquez, afirmou que é preciso banir do atendimento às pessoas com HIV a discriminação, promovendo ferramentas de prevenção e garantindo o acesso aos serviços de saúde para essas pessoas que se encontram muitas vezes em situação de grande vulnerabilidade social.

Já o presidente do Fórum de ONGs Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, pediu ajuda aos parlamentares para que haja a incorporação de novos medicamentos e para que a política nacional de redução de danos seja fortalecida.

“Temos vários desafios, falta vontade política e responsabilidade para a gente poder vencer esses desafios e poder avançar no enfrentamento à epidemia de aids”, reclamou.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) alertou para o que chamou de desmonte da estrutura de HIV/aids dentro do Ministério da Saúde. Para ele, que foi ministro da pasta, o conhecimento desenvolvido pelo Brasil no enfrentamento a essa epidemia não pode ser perdido por falta de investimentos na manutenção do programa.

“Todo mundo está falando de PCR por conta da Covid-19. Esse tipo de exame, essa técnica de biologia molecular passou a ser uma coisa corriqueira a partir do enfrentamento da aids. O enfrentamento dessa epidemia nos trouxe muitos ensinamentos, é muito importante que a gente os retome para enfrentar os desafios de hoje, os desafios atuais”, falou.

Atualmente no Brasil existem 920 mil pessoas vivendo com HIV. Desse total, 89% já foram diagnosticadas e 77% fazem o tratamento com remédios antivirais. Das que estão em tratamento, 94% não transmitem mais a doença por estarem com a carga viral baixa. Mesmo assim, em 2019 o Brasil ainda apresentava uma taxa de 4,1 mortes por 100 mil habitantes em decorrência da doença.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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