segunda-feira, 24 de junho de 2024

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Silas escapa mais uma vez do julgamento do caso das 'rachadinhas'

Pela terceira vez, o julgamento do deputado Silas Câmara no caso das rachadinhas foi adiado. O parlamentar declarou que estava tranquilo e que confiava na absolvição.
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Silas

O processo do deputado federal Silas Câmara (Republicanos) pela suposta prática de rachadinha (crime de peculato) em seu gabinete foi retirado de pauta, mais uma vez, nesta quinta-feira, 17, adiando o julgamento que se arrasta no Supremo Tribunal Federal (STF) há mais de oito anos.

Procurado pelo RealTime1 nesta terça-feira (15), o deputado disse estar confiante que seria absolvido por mais essa instância. O julgamento estava a cargo do ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça, que agradeceu o apoio do parlamentar para sua indicação ao STF. ”O pastor e deputado federal Silas Câmara foi um ombro amigo que Deus enviou através de vocês para que eu pudesse chegar onde eu cheguei”, afirmou.

O RealTime1 entrou em contato com o deputado Silas Câmara para que ele comentasse sobre o adiamento do julgamento, mas até a publicação desta matéria o parlamentar não havia se manifestado.

Denúncia feita pelo MPF

A denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o parlamentar foi recebida pelo STF em dezembro de 2010. Nela consta a acusação de que o deputado recolhia parte do salário de 18 funcionários de seu gabinete. Os desvios, supostamente, ocorridos entre 2000 e 2011, totalizariam cerca de R$ 145 mil.

A decisão pode servir como jurisprudência para que outros processos recebam o mesmo tratamento, como no caso dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos e Flávio Bolsonaro, que são acusados da mesma prática.

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Entenda o caso

Em tramitação no STF há mais de oito anos, o processo começou a ser julgado apenas em 2020. O relator do caso, o ministro Luis Roberto Barroso, votou à favor da condenação do parlamentar, com pena de cinco anos e três meses de prisão, além da perda de mandato.

Conforme Barroso, as provas demonstraram que Silas, utilizando de seu cargo de deputado federal, desviou recursos públicos destinados ao pagamento de assessores parlamentares.

”O acusado não simplesmente desviou valores a que teve acesso em razão de sua condição funcional. Ele montou um esquema de desvio de dinheiro público destinado ao pagamento dos salários dos servidores do seu gabinete, vários dos quais pessoas simples, com pouca instrução, que acabavam ficando com quantias irrisórias ao fim de cada mês”, disse o relator.

Texto: João Luiz Onety

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