Chegaram as bactérias  resistentes a antibióticos?

Uma em cada seis infecções bacterianas no mundo já é resistente a antibióticos, alerta a OMS em novo relatório global.

Entre 2018 e 2023, 40% das combinações entre bactérias e antibióticos monitoradas mostraram aumento de resistência.

A OMS aponta que o problema cresce mais rápido do que os avanços da medicina moderna, ameaçando tratamentos básicos.

A resistência é maior no Sudeste Asiático e Mediterrâneo Oriental, onde uma em cada três infecções não responde a antibióticos.

Na África, uma em cada cinco infecções é resistente — reflexo de sistemas de saúde frágeis e falta de diagnóstico adequado.

As bactérias E. coli e Klebsiella pneumoniae são as principais ameaças, com até 70% de resistência na África.

No Brasil, o Staphylococcus aureus lidera as infecções sanguíneas, com mais de 50% de resistência à meticilina.

A OMS defende uso racional de antibióticos, acesso a vacinas e inovação em novos medicamentos e testes rápidos.

Mais de 100 países participam da vigilância, mas quase metade ainda não envia dados completos sobre resistência.

A ONU cobra que todos os países fortaleçam seus sistemas de saúde e vigilância antimicrobiana até 2030.