Como as baratas podem  auxiliar a transição energética?

USP e UFRJ estudam o “super” intestino das baratas para inspirar processos mais limpos de produção de energia

A Periplaneta americana, espécie encontrada nos ambientes urbanos, digere quase tudo.

Pesquisadores mapearam enzimas e estruturas que degradam biomassa com alta eficiência

O objetivo é acelerar a conversão do bagaço de cana em açúcares para etanol, cortando custos, área plantada e emissões.

Não é usar baratas em usinas, e sim copiar seu coquetel enzimático e a “arquitetura” do trato digestivo (peristaltismo, materiais flexíveis), com menos químicos e calor

Biomimética = mais etanol por área e menor carbono. Soluções baseadas na natureza aproveitam milhões de anos de seleção para ganho industrial

Resultados em BioEnergy Research sugerem ganhos na cana (e também beterraba, milho). O desafio é escalar com viabilidade econômica.

Próximo passo: cupins e tenébrios. Cupins degradam ~90% da celulose, prometendo novos coquetéis enzimáticos para turbinar a bioenergia