O espaço tem um cheiro bem  diferente do que você imagina

Uma cientista e perfumista recria os cheiros do espaço. Ela estuda como moléculas químicas definem o “aroma” de planetas e estrelas.

Estrelas morrem e soltam moléculas como o HPA, presente em combustível queimado. Resultado? Espaço com cheiro de solda, carne queimada e ozônio.

Astronautas relatam cheiro metálico ao voltar de caminhadas espaciais. A reação de oxigênio atômico nos trajes pode explicar esse aroma único.

Titã cheira a peixe podre e gasolina. HD 189733 b, a ovo podre. Já a Via Láctea, a amônia com “sorvete estranho”.

O telescópio Webb já detectou CO₂, metanol e até compostos ligados à vida marinha em exoplanetas como o K2-18b. O cheiro pode indicar vida.

Se confirmado, o odor de dimetil sulfeto (DMS) no K2-18b pode ser uma bioassinatura de fitoplâncton. Vida marinha… a 120 anos-luz da Terra.

Mas, mesmo com tantos cheiros espaciais, astronautas concordam: nada supera o cheiro da Terra ao voltar para casa.