Possíveis sinais de vida  extraterrestre foram  encontrados

Em abril, cientistas disseram ter encontrado possível sinal de vida em K2-18b, planeta a 120 anos-luz da Terra. A notícia gerou repercussão global.

O sinal seria de dimetil sulfeto, gás que na Terra só é produzido por microrganismos.

Mas os dados eram fracos, e logo equipes independentes começaram a revisar a descoberta.

Três análises diferentes chegaram à mesma conclusão: não há evidência convincente de vida em K2-18b. O sinal pode ter vindo de outras moléculas ou até de ruído.

O telescópio James Webb detectou gases como hidrogênio, CO₂ e metano — mas o dimetil sulfeto, se presente, é sutil demais para confirmar sua origem biológica.

Uma equipe analisou 90 possíveis moléculas para explicar o sinal. A mais compatível? Propino, um gás industrial — e não produto de vida extraterrestre.

Mesmo a equipe original admite que o dimetil sulfeto não se destaca como única explicação. É um bom candidato — mas só um entre centenas.

Novos dados, mais amplos, estão a caminho. Observações recentes do telescópio Webb podem trazer respostas mais claras nos próximos meses.

A busca por vida fora da Terra continua — com rigor, revisão e cautela. A ciência funciona assim: com perguntas persistentes e respostas testadas a fundo.