Qual o impacto ambiental  da sucata espacial?

Missão só com mulheres da Blue Origin reacende debate: qual o impacto ambiental da exploração espacial feita por empresas privadas?

Enquanto alguns celebram os avanços, cientistas alertam: o aumento de lixo espacial e poluentes preocupa quem monitora o clima e o ambiente.

Desde 1950, mais de 19 mil satélites foram lançados. Hoje, 13 mil ainda orbitam a Terra, e só 10 mil estão ativos. O resto é sucata espacial.

Mais de 13 mil toneladas de material orbitam o planeta. Parte cai de volta, liberando metais como lítio, cobre e nióbio na estratosfera.

Foguetes movidos a querosene, como os da SpaceX, emitem CO₂ e fuligem. Um único lançamento pode gerar 300 toneladas de dióxido de carbono.

Blue Origin usa hidrogênio e oxigênio líquidos, emitindo vapor d’água. Mas a produção desse combustível também pode gerar CO₂ em larga escala.

O vapor liberado pode formar nuvens na mesosfera, que retêm calor e afetam o clima. Não é tão inofensivo quanto parece.

Sem regras globais claras, empresas como SpaceX e Blue Origin avançam rápido. Ambientalistas pedem mais regulação e transparência no setor.